Passaram vários tempos, diferentes momentos. Ele já não se sentia a mesma pessoa continuado com os mesmos pensamentos. Ontem tinha estado junto ao mar e aquele som, o cheiro, toda a brisa fizeram um despertar que o colocou a dormir. Muitas vezes é contraditório consigo mesmo com medo de se enganar, com medo de errar, principalmente de não conseguir.
Seguiu, não pensou, pela primeira vez, sim, pela primeira não quis pensar. Apenas sentia, não se queria perder nas ondas do mar quando a bandeira era verde, amarela, vermelha. Sentia-se daltónico e desse modo preferia não ver. Apenas continuar em busca de algo que não sabe o que é. E resume tudo a esta busca perdida que não encontra e desencontra. Acordado deixou-se estar, deixou-se ser!
Como todos os dias ia tomar o seu café, como todos os dias desta vez foi só, só consigo, só com o vazio de ser e estar. Em casa ficou arrumado o capote juntamente com os pensamentos perdidos, na gaveta das meias colocou o que não queria, o que não queria, a bandeira vermelha da praia. E foi. Mas não chegou, voltou a casa, passou pelo carro, e foi... Decidiu que continuaria a ir até encontrar o que deixara arrumado, perdido, esquecido.